CIH

Centro Internacional de Hidroinformática

O Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) é um centro binacional de categoria 2* da UNESCO, resultado de uma parceria entre a ITAIPU Binacional, a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e o Programa Hidrológico Internacional (PHI) da UNESCO.

 

Considerando e analisando as diversas interações existentes em um território, o CIH cria e aplica soluções que aprimoram e auxiliam o processo de gestão/tomada de decisão, tendo como foco a preservação dos recursos hídricos e o desenvolvimento sustentável.

 

Para isso, o Centro atua com o desenvolvimento de sistemas web que permitem a visualização espacial e a correlação de dados no território, com estudos e metodologias de análise e gestão ambiental e também com a construção de conhecimento para aplicação de técnicas e ferramentas de geoprocessamento e geotecnologias para análise territorial.

 

* O CIH integra a rede mundial do Programa Hidrológico Internacional da UNESCO (PHI-UNESCO) de Centros especializados e credenciados para trabalhar em temas relacionados à gestão das águas. Essa chancela possibilita que o CIH tenha acesso a parcerias e projetos internacionais, além de dar suporte ao PHI-UNESCO no desenvolvimento de estudos, pesquisas e ações na América Latina e Caribe.

 

Para o desenvolvimento sustentável de uma região ou país são necessárias ferramentas e tecnologias de gestão territorial que apoiem o planejamento e execução de políticas públicas sistêmicas. Como em qualquer âmbito social, o desenvolvimento sustentável é uma necessidade, independente do poder aquisitivo ou desenvolvimento tecnológico, partindo da premissa de que tecnologias podem e devem ser acessíveis à comunidade.

 

Para proporcionar o acesso de baixo custo e possibilitar a sociedade pleno domínio e soberania sobre a tecnologia, o CIH tem como premissa o desenvolvimento, com utilização de softwares livres, de sistemas acessíveis em ambiente web que integrem a disponibilidade de dados a cenários em ambiente georreferenciado, permitindo ao usuário analisar o território.

 

A integração das informações descritivas com sua respectiva localização geográfica são as características principais das tecnologias desenvolvidas, tratando a informação de maneira conjunta, auxiliando os processos de tomada de decisão.

A gestão está relacionada com a condição de conhecer verdadeiramente a situação que se deseja modificar, estabelecer as prioridades, objetivos e traduzi-los em metas e, assim, melhor acompanhar o andamento dos trabalhos, avaliar os processos, adotar os redirecionamentos necessários e verificar os resultados obtidos. Com isso, aumentam as chances de serem tomadas decisões corretas e de se potencializar o uso dos recursos.

 

Além disso, a gestão aplicada ao território favorece a participação das partes interessadas, as quais, embasadas em informações, podem contribuir de fato com suas visões e prioridades. Ao mesmo tempo, exigem e promovem a melhoria da capacidade organizacional e da habilidade de articulação e argumentação, favorecendo a descentralização e potencializando as chances de ocorrer o desenvolvimento sustentável.

 

Nesse âmbito, o CIH refere-se à gestão territorial utilizando como unidade de planejamento a bacia hidrográfica, pois integra e considera todos os aspectos físicos, ambientais, sociais e econômicos. Para tanto, o Centro desenvolve projetos e aplica metodologias que possam dar subsídios à tomada de decisão efetiva para os mais diversos atores presentes no território.

O CIH possui um Programa de Capacitação com uma série de cursos com o objetivo desenvolver capacitações em Geoprocessamento Aplicado e desenvolvimento de Sistema de Informações Geográficas (SIG) para Gestão Territorial a fim de capacitar profissionais especializados. O programa é voltado para técnicos e profissionais da área de recursos hídricos atuantes na região, países da América Latina e Caribe, além de acadêmicos de cursos correlatos às áreas de atuação do CIH.

 

O objetivo é difundir técnicas de geoprocessamento aplicáveis ao território, formar profissionais que possam vir a atender as necessidades da região, estimulando a competitividade de profissionais de geoprocessamento no mercado de trabalho, além de difundir o uso de softwares livres, fortalecendo a comunidade e permitindo o alcance a um maior número de pessoas.

 

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