20 anos da morte de Darcy Ribeiro: antropólogo é homenageado no PTI

20 anos da morte de Darcy Ribeiro: antropólogo é homenageado no PTI

23/02/2017
Neste mês, completaram-se 20 anos da morte de uma grande personalidade brasileira:  o educador, antropólogo, político, ambientalista e escritor Darcy Ribeiro

Neste mês, completaram-se 20 anos da morte de uma grande personalidade brasileira: o educador, antropólogo, político, ambientalista e escritor Darcy Ribeiro. Ribeiro tem um vasto currículo, como pode ser observado mais abaixo, na descrição de sua biografia. Em especial na área educacional, o legado foi ainda maior: criou universidades, centros culturais e novas propostas educativas, como os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps).

 

Darcy Ribeiro é uma das personalidades homenageadas no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Ele dá nome ao Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) que fica em Foz do Iguaçu, na área do PTI. O Polo surgiu por conta da demanda de cursos superiores para a região oeste do Paraná e para isso, foi formatado o convênio entre a Fundação PTI, a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Ministério da Educação.

 

A UAB tem como missão ampliar a oferta de cursos superiores tanto de graduação quanto pós-graduação. Em 10 anos de atuação no PTI, mais de 2500 pessoas já se formaram. Atualmente, há inscrições abertas, até o dia 08 de março, para o curso de Especialização em Práticas Educacionais em Ciências e Pluralidade.

 

 

Biografia de Darcy Ribeiro

 

Darcy Ribeiro nasceu em 26 de outubro de 1922 em Montes Claros (MG), no Vale do São Francisco, entrada do sertão nordestino. Em 1946, forma-se em antropologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e dedica seus primeiros anos de vida profissional ao estudo dos índios do Pantanal, do Brasil Central e da Amazônia (1946-1956).

 

Neste período, cria o Museu do Índio e formula o projeto de criação do Parque Indígena do Xingu. Elabora para a Unesco um estudo sobre o impacto da civilização sobre grupos indígenas brasileiros no Século XX e em 1954 colabora com a Organização Internacional do Trabalho na preparação de um manual sobre os povos aborígenes de todo o mundo. Darcy deixou como legado uma vasta obra etnográfica e de defesa da causa indígena.

 

Nos anos seguintes, dedica-se à educação primária e superior. Cria a Universidade de Brasília, a UnB, da qual foi o primeiro reitor, e posteriormente assume a pasta da Educação, no Gabinete Hermes Lima. Com apenas 29 anos chegou ao cargo de Ministro da Educação, em 1962, no governo João Goulart.

 

Além do cargo de ministro da Educação, a proximidade com lideranças governamentais o tornou ministro-chefe da Casa Civil do presidente Goulart, em 1963; vice-governador do Rio de Janeiro, em 1982; secretário da Cultura; coordenador do programa Especial de Educação, e senador da República, em 1991, onde permaneceu até o seu falecimento em 1997.

 

Enquanto político, atuou em projetos de áreas ambientais. Sua constante produção de livros o tornou imortal na Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupou a cadeira 11, em 1993.

 

Biografia retirada do site: fundar.org.br

 

 

Outras homenagens

 

Além de Darcy, a Fundação PTI também já homenageou o Major-brigadeiro pioneiro da informática no Brasil, Tércio Pacitti; o Advogado, doutor em Geografia e pesquisador, Milton Santos; o físico César Lattes; o grande Marechal do Ar, patrono da engenharia da Aeronáutica, Casimiro Montenegro Filho; o sociólogo e político brasileiro após a reabertura da democracia, Florestan Fernandes; o educador Paulo Freire; e o aviador Santos Dumont.