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Agronegócio: PTI pretende ser o catalisador de iniciativas tecnológicas e inovadoras para o setor

Agronegócio: PTI pretende ser o catalisador de iniciativas tecnológicas e inovadoras para o setor

01/06/2020

Em fevereiro, a empresa STAC, incubada no Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), formalizou uma importante parceria com a Cooperativa Agroindustrial Copagril para o monitoramento em tempo real das informações sobre o ambiente dos aviários, utilizando uma solução tecnológica desenvolvida pela startup. Esse case foi um dos destaques da segunda live do PTI, que aconteceu no último sábado, 30, nos perfis oficiais da instituição.

 

O Agronegócio está entre as vertentes de atuação do Parque Tecnológico –juntamente com Energia, Segurança de Infraestruturas Críticas e Turismo e Cidades – que tem buscado estabelecer parcerias com as cooperativas para o desenvolvimento de inovação e tecnologia.

 

De acordo com o diretor de inovação e Negócios do PTI, e um dos participantes da transmissão ao vivo, Rodrigo Regis de Almeida Galvão, “a intenção, com isso, é gerar riqueza e consequentemente melhoria da qualidade de vida da região”.

 

Participaram ainda da conversa o Gerente Regional Oeste Sebrae/PR, Augusto Stein; Gleison Trentini, Supervisor de Aves da Cooperativa Agroindustrial Copagril e Mahuan Abdala, Cofundador da STAC.

 

Assista aqui, na íntegra, Live do PTI: “Startups gerando competitividade para o cooperativismo” ou aqui

 

 

O sistema desenvolvido pela STAC consiste em equipamentos, sensores e uma plataforma para o monitoramento em tempo real de três aviários em uma propriedade modelo. Entre as informações que podem ser acessadas remotamente pelos produtores rurais, estão temperatura e umidade, e sobre os frangos, como ganho de peso, consumo de ração e mortalidade.

 

Para o Cofundador da STAC, Mahuan Abdala, o processo de incubação no PTI foi fundamental para a criação e o sucesso da empresa. “Nós tínhamos uma ideia de negócio, mas não sabíamos como colocar em prática. O PTI nos ofereceu todo suporte necessário para que nosso projeto saísse do papel. Com muito trabalho e orientação, conseguimos consolidar essa parceria tão importante”, explicou Mahuan que, junto com o sócio Cleber Medeiros, incubaram a empresa enquanto ainda estavam na graduação.

 

A STAC utiliza os laboratórios do Parque Tecnológico para o desenvolvimento de seus equipamentos. A infraestrutura do PTI-BR fica à disposição das startupos incubadas.

 

Para Rodrigo Regis, esse é um passo fundamental para a transformação do agronegócio do oeste paranaense, seguindo as tendências da indústria 4.0. “Temos uma região com setor agroindustrial pujante e universidades com potencial de oferecer grandes soluções para as demandas desses empreendimentos. O PTI, a partir dos seus Centros de Competência, pretende atuar como catalisador da sinergia entre as empresas de grande porte, as startups e a academia”, enfatizou.

 

Já Gleison Trentini, representante da Copagril na live, destacou a importância da interação entre a tecnologia a eficiência produtiva. Segundo o supervisor, a solução apresentada pela STAC vai ao encontro das necessidades da cooperativa.

 

“Esse sistema vai substituir as tecnologias já defasadas e que teriam alto custo de atualização se fossem importadas. A STAC nos ofereceu um sistema de baixo custo, eficiente, e o melhor, desenvolvido por uma empresa local”, explicou Trentini.

 

A Copagril, que em 2020 comemora 50 anos de história, possui sua sede em Marechal Cândido Rondon e conta atualmente com mais de 5300 associados. Trentini agradeceu a parceria com o Parque Tecnológico e o intercâmbio entre as diferentes áreas.

 

“Para nós é muito importante essa troca de conhecimentos técnicos. Nesse caso, entre a técnica veterinária e a tecnologia da informação. Conhecendo melhor as atividades de cada um, fica mais fácil buscarmos soluções conjuntas”, finalizou Gleison.

 

União para aumento competitividade 

 

O agronegócio é a principal atividade econômica da região Oeste do Paraná, e tem uma grande importância no cenário nacional. Apesar das dificuldades econômicas provocadas pela pandemia do novo coronavírus, o setor que não sofreu grandes impactos.

 

Para o Gerente Regional Oeste Sebrae/PR, Augusto Stein, mesmo com cenário favorável, o seguimento enfrenta desafios que podem ser solucionados através das startups “que muitas vezes já nascem visando atender uma demanda específica do mercado, por conta disso, entregam uma solução mais ágil e eficiente”, explicou.

 

Ainda durante a live, foi comentado como a união entre diferentes instituições atuando no incentivo às startups pode aumentar significativamente a competitividade para o território. Um exemplo disso é o Programa Acelera Foz – desenvolvido em parceria entre o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz), Itaipu Binacional, PTI, Prefeitura de Foz, Sebrae, Programa Oeste em Desenvolvimento, Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi) e Conselho Municipal de Turismo (Comtur) – que pretende atrair grandes empresas e também investir na criação de novas startup e aceleração de outras já consolidas.

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