Brasília adota sistema de compartilhamento de veículos do PTI

Brasília adota sistema de compartilhamento de veículos do PTI
07/10/2019
Os recém-chegados Twizy - modelo de veículo elétrico da Renault - em Brasília, no Distrito Federal - despertaram o interesse e a curiosidade, especialmente dos servidores públicos, ansiosos por utilizá-los.
 
Charmoso e compacto - o Twizy lembra um “bug” e pode comportar até duas pessoas -, o carrinho pode chegar a uma velocidade de 80 km/h e tem autonomia para rodar até 100 quilômetros com uma carga de bateria.
 
Inicialmente, os 12 Twizy que fazem parte do projeto Veículo para Eletromobilidade - Vem DF, uma parceria entre o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Governo do Distrito Federal, poderão ser utilizados por 300 servidores do Distrito Federal, para deslocamentos na região central.

 

O Vem DF, primeiro projeto para compartilhamento de frota pública do País, foi lançado nesta segunda-feira (07), no Palácio do Buriti, em Brasília. Além dos Twizy, a cidade também recebe 35 eletropostos, com capacidade para carregar de forma simultânea 70 carros, que poderão ser usados de forma gratuita por veículos de qualquer montadora. A intenção é que essa iniciativa difunda o uso de veículos elétricos e o conceito de mobilidade sustentável.
 
Na solenidade de lançamento, o diretor superintendente do Parque Tecnológico, General Eduardo Castanheira Garrido Alves, explicou que o aplicativo utilizado para o compartilhamento dos carros, o MoVe,  foi desenvolvido pelo Parque Tecnológico Itaipu. Além de permitir saber onde estão estacionados os veículos e fazer reservas, o software possibilita a visualização dos trajetos feitos e a quantidade de gás carbônico que deixou de ser emitida, em comparação com os carros a combustão.
 
“Esse projeto representa um bem para o meio ambiente, uma vez que toneladas de gás carbônico deixarão de ser emitidas”, afirmou Garrido. Ainda segundo o diretor, o Vem DF também é uma oportunidade para que outros Estados e municípios possam acompanhar o andamento do projeto, promover discussões e até replicar a iniciativa.
 
O investimento total do projeto foi de R$ 3,1 milhões, sendo R$ 2,1 milhões da ABDI, utilizados na compra dos carros e dos eletropostos, e R$ 1 milhão do PTI, com o desenvolvimento do software. Para o governador do DF, Ibaneis Rocha, dar suporte a essa iniciativa mostra a preocupação do governo com o desenvolvimento.
 
O diretor superintendente do PTI, general Eduardo Castanheira Garrido Alves, disse que o projeto representa benefício para o meio ambiente. Fotos: Paula Fettermann/ABDI.
 
“Somente através das tecnologias vamos atingir a vida das pessoas que mais precisam”, declarou o governador. Ibaneis comentou o papel do PTI, que disse ter visitado à época em que era diretor da Ordem dos Advogados (OAB). De acordo com ele, o Parque Tecnológico tem muito a contribuir não apenas com Brasília, “mas com o Brasil como um todo nessa parte de tecnologia”.
 
O presidente da ABDI, Igor Calvet, citou três benefícios do projeto: a difusão da tecnologia para consequente redução da emissão de gás carbônico à atmosfera, o uso de tecnologia para a redução de gastos públicos, e o desenvolvimento de novos modelos de negócios.
 
“Veículo elétrico não é o futuro, já é uma realidade”, pontuou o presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo. O Parque Tecnológico Itaipu já possuía um acordo de cooperação com a empresa para o desenvolvimento de ferramentas e soluções na área de mobilidade sustentável, por meio do qual opera, desde o final de 2016, um sistema de compartilhamento de veículos na área do Parque. “Essa experiência foi fundamental para viabilizar o projeto em Brasília.