Carlos, o Papai Noel Malvado Favorito do PTI

Carlos, o Papai Noel Malvado Favorito do PTI

É o próprio Carlos Araújo, gerente da área de Tecnologia da Informação e Comunicação do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), quem diz que, quando descobrem que é ele quem está por trás da fantasia do Papai Noel que entrega os presentes para as crianças no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), surpreende a todos. Isso porque ele troca a “cara de bravo” de todo o ano por um sorrisão e sai distribuindo um “Feliz Natal” bem característico corredores afora. 

 

Este ano foi a segunda vez que Carlos representou o PTI na entrega dos presentes da campanha “Papai Noel dos Correios”. Para incorporar o personagem, teve toda uma preparação: ele comprou a fantasia e “estudou” as características do Papai Noel. “Eu procurei entender como eu tinha que me comportar, como as crianças encaravam isso, e resolvi dedicar essas duas ou três horas para fazer o melhor possível”, conta. 

 

Nem sempre o Natal teve um significado positivo para o gerente da TI. Aos quatro ou cinco anos de idade, o avô materno faleceu na data e, desde então, a mãe deixou de comemorar. Ele lembra que ele, a irmã e o irmão passavam a ceia com a família de amigos ou cônjuges. Aí veio a primeira sobrinha, quando Carlos já estava com 30 anos, e a tradição natalina foi retomada por parte da mãe dele.  “Aí começamos a fazer pelo menos um jantar”. 

 

Embora não tenha filhos, Carlos tem “uns 50 sobrinhos” e, com eles, pegou gosto de brincar com as crianças. Os sobrinhos até deram um apelido pra ele: “Meu tio malvado favorito”. Isso porque, conforme o gerente, na casa do tio “pode tudo”. “Pode pular na cama, pode tomar banho de roupa, pode se pendurar no varal...”

 

Esse carinho que tem pelas crianças é o que demonstra na hora de entregar os presentes nos CMEIs.  Ele percebeu que, para elas, o mais importante não é o presente. “O que importa pra elas é a atenção, o protagonismo, é elas se sentirem importantes, nem que seja por um breve momento”, considera. 

 

Este ano, um menino de cinco anos chamou a atenção de Carlos no dia da entrega. “Após terminar, eu fiquei sentado sozinho, enquanto as crianças se divertiam, comiam e bebiam. Um garoto que recebeu o presente chegou perto de mim e disse ‘Papai Noel, eu gostaria de te dar um presente, mas não tenho’”. Carlos disse que bastava o menino lhe dar um abraço. “Ele me abraçou e saiu todo felizão. Isto é de fato o espírito do Natal”. 

 

Para Carlos, esse momento é tão especial que é quase uma renovação. “Isso me faz tão bem que as pessoas percebem depois o meu transbordo de felicidade”. Ele já adianta que, no que depender dele, vai continuar representando o PTI como Papai Noel. Mas divide o mérito com todos aqueles que escolheram uma cartinha: “os verdadeiros ‘papais noéis’ são aqueles que doaram os presentes, pois tiveram a paciência de pegar alguém que eles não conhecem e atender o pedido da melhor forma possível”.