Cleide, a secretária que já compôs mais de 300 músicas

Cleide Solinger Marques Pizzi

Música é um meio muito poderoso de expressão. Seja na frente de uma plateia ou no chuveiro, canções foram feitas para falarem por nós e nos fazer sentir. Porém, algumas pessoas conseguem não apenas reproduzir, como também são capazes de escrever as próprias músicas. A Cleide é exemplo disso.

 

"Eu cantava desde pequena com meu pai, que também era compositor. Lembro que eu sentava no balanço e começava a cantar sobre o que via, um cachorro que passava na rua, coisas do tipo", lembra a secretária executiva.

 

A partir dos nove anos, as composições foram criando forma real. Passaram a ter começo, meio e fim. Estrofe, refrão e escala. "Eu tinha uns nove anos quando comecei a compor de verdade, montar as ideias. Surgiram paródias na escola. Nessa época também fiz teatro, então, esse lado artístico sempre esteve presente".

 

Conforme foi ficando mais velha, as letras foram ganhando mais densidade e sentimentos. "Aos quinze, fiquei mais romântica e, como cantava na igreja, também tinha músicas gospel". Engraçado que, nessa época, as músicas vinham do nada, durante o sono, e não deixavam a compositora descansar. "Elas vem prontas! Imagino já com a melodia e não consigo deixar pra lá. Tem vezes que eu nem durmo enquanto não escrever". 

 

A música é uma ferramenta para Cleide passar mensagens, seja para ela mesma ou para outras pessoas. "Gosto de escrever músicas motivacionais. Falar de sonhos, de correr atrás. Já me consolaram em momentos difíceis e até a outras pessoas". Sem saber o total ao certo, Cleide "chuta" que tem algo entre 300 e 400 composições feitas. "É uma terapia. Me emociono".

 

Algumas delas já foram apresentadas aqui no PTI, no Festival Capivara. "Cantei três músicas minhas. Uma romântica, "Lua Cheia"; uma que escrevi para minha irmã, "Ainda não acabou"; e "No puedo vivir sin tu amor", que escrevi para superar um trauma com a língua espanhola".

 

Falando em Festival Capivara, vai ter mais uma edição nesta sexta, 27. "O PTI é um lugar que dá oportunidade para todas as áreas. Esse Festival é muito importante para promover a cultura dentro do Parque e pra tirar a gente da casinha. Eu adorei participar. Achei o máximo", recomenda a compositora.

 

Para se apresentar, é só se inscrever. O Festival Capivara é aberto para todos os habitantes do Parque (colaboradores do PTI e da Itaipu Binacional, estudantes, bolsistas, servidores terceirizados, etc).

 

CLEIDE SOLINGER MARQUES PIZZI - 5 MESES DE PTI - SECRETÁRIA EXECUTIVA