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Enbat 2019: evento discutiu novos rumos das baterias de chumbo ácido no Brasil

Enbat 2019: evento discutiu novos rumos das baterias de chumbo ácido no Brasil

17/12/2019

O Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento em Baterias Industriais, do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), participou do XXII Encontro Nacional de Produtores de Baterias Chumbo Ácido (Enbat), que aconteceu entre os dias 04 e 06 de dezembro, em São Carlos – SP.

 

O PTI também foi um dos organizadores do evento que reuniu representantes da academia (pesquisadores e professores do ensino superior), do Estado (laboratórios de certificação) e técnicos das indústrias (engenheiros de produção e químicos) para discussões sobre os rumos do setor, incluindo inovações voltadas para o aumento da competitividade.

 

De acordo com Fábio Plut Fernandes, que integra a comissão organizadora do Enbat, o foco do encontro esteve na participação dos profissionais que atuam diretamente na cadeia produtiva das baterias de chumbo ácido. Desta forma, foram debatidos os desafios técnicos e as inovações necessárias para as baterias nacionais atenderem aos novos mercados que estão surgindo ao redor do mundo.

 

“Esse modelo no qual separamos os produtores dos compradores garante que os desenvolvedores tenham mais liberdade em relação as decisões tecnológicas dos equipamentos”, explicou Plut.

 

Desde 2016, o Parque Tecnológico realiza pesquisas no campo das baterias de chumbo ácido, que já possuem um parque industrial nacional consolidado, mas necessita de melhorias visando a entrada em mercados potenciais, como a mobilidade elétrica e a regulação da intermitência da geração de energia através de energias renováveis.

 

Um exemplo disso está no Programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística, do Governo Federal, voltado para desenvolvimento do setor automotivo no país que compreende regramentos de mercado, o regime automotivo e um regime tributário especial para importação de autopeças sem produção nacional equivalente.

 

Neste cenário, as discussões concentram-se na utilização desse modelo de baterias em prol da mobilidade de baixo carbono, principalmente em carros elétricos e no sistema “Start/Stop”.

 

Fábio Plut destacou ainda que uma das principais vantagens desta tecnologia são o baixo susto de produção e logística reversa do chumbo no Brasil. Graças a estrutura que o País desenvolveu ao longo dos anos, o processo de reciclagem dos componentes de uma bateria de chumbo ácido chega aos 98%, sendo hoje umas das tecnologias mais sustentáveis do país.

 

Além disso, foram prospectadas possíveis rotas tecnológicas para as baterias do PTI acopladas a sistemas de geração de energia utilizando fontes renováveis como a eólica e solar.