Gabriela Fonseca Paz, a atleta de rúgbi do PTI

Gabriela Fonseca Paz, a atleta de rúgbi do PTI

A monitora do CTI Gabriela Fonseca Paz (a primeira da esquerda para direita no chão) com o time feminino de rúgbi. 

 

O rúgbi ainda é um esporte pouco conhecido no Brasil, mas aos poucos tem despertado novos admiradores. Uma prova disso foi o amistoso disputado em novembro entre a seleção brasileira e a Nova Zelândia - os populares “All Blacks” - que levou quase 35 mil pessoas às arquibancadas do Estádio do Morumbi. Há cinco anos, esse universo encanta a monitora do Complexo Turístico Itaipu (CTI), Gabriela Fonseca Paz.
     
Uma vez por semana, ela participa dos treinamentos do Foz do Iguaçu Rugby, time amador da cidade criado em 2011, além de já ter disputado várias competições por outros clubes (inclusive em Assunção, no Paraguai).  “É um esporte que não exige um perfil definido, independente se você é gordinho ou magrinho, vai ter espaço para jogar”, explica. 
    
Para entender melhor, o rúgbi é uma espécie de “primo” do futebol (inclusive foi trazido para o Brasil pelo mesmo Charles Miller que apresentou o futebol aos brasileiros). O esporte pode ser jogado com os pés e com as mãos. O objetivo principal é conseguir ultrapassar a linha de in-goal do adversário (a linha de fundo) e apoiar a bola contra o solo: o “try”. Mas ainda há outras formas de pontuar.
    
Quando se assiste uma partida de rúgbi, a primeira impressão de muitos é de ser um esporte violento. Isso é desmentido, logo de cara, pela Gabriela. ”É um esporte de muito contato, mas quando utilizamos a técnica corretamente não nos machucamos. Eu só destronquei os dedos uma vez porque fiz a técnica errada. Nunca quebrei nada”, comenta. Essa força bruta também é amenizada pelos valores cultivados pela modalidade: “Sempre há muito respeito, companheirismo e disciplina. Não é comum ver os jogadores brigando ou reclamando com o juiz”, conta.
    
Depois de dois tempos disputados no gramado, é comum haver um terceiro dedicado à confraternização entre as duas equipes. “É bem legal porque demonstra o companheirismo, inclusive com o time adversário. Afinal de contas, sem ele não existe partida”, conta. Num desses terceiros tempos, a Gabriela recebeu o prêmio de “Miss rúgbi”. 
    
O drama atual de Gabriela e o time é o de não contar com o número de atletas suficientes para realizar um treinamento exclusivo para as meninas. Aí o jeito é treinar com os homens, ou com os times femininos dos vizinhos Paraguai e Argentina. “A Argentina tem um dos times mais populares do mundo, que é o Pumas, e no Paraguai o esporte é bem forte também. Isso é bom para nós”. 
    
No time, ela atua na posição de Abertura, uma espécie de camisa 10, responsável por armar as jogadas. O rúgbi não é o primeiro esporte praticado por Gabriela. Antes disso, ela já se aventurou nas quadras de futsal e vôlei, além de pensar muito durante partidas de xadrez. “Sempre gostei muito de esporte, independente de qual for”. 
    
No rúgbi, ela deu um passo a mais e já foi federada à Federação Paranaense de Rugby (FPRu) e à Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), para disputar as competições oficiais. “Para isso, fazemos duas provas: o Rugby Ready (que se destina a aumentar a conscientização sobre as boas práticas e a ajudar no gerenciamento de riscos inerentes de um esporte de contato, colocando em prática os requisitos de segurança adequados) e o Rugby Laws (que é para conhecimento das regras do jogo em geral). Hoje já é possível fazer essas provas em português”. 
     
Muitas pessoas confundem o rúgbi com o futebol americano, mas os esportes possuem algumas particularidades bem diferentes. “Além das regras, o futebol americano costuma ser um esporte mais caro para se praticar, já que possui alguns equipamentos próprios de proteção”, comenta Gabriela. Desde dezembro do ano passado, a Gabriela é funcionária do PTI, como monitora no Complexo Turístico Itaipu (CTI). Atualmente, ela trabalha na Exposição Itaipu Natureza, montada no Shopping JL Cataratas. “Sempre que levei as pessoas para jogar rúgbi elas gostaram. Quem sabe um dia não montamos um time do PTI?”, planeja.
     
Para os interessados em participar jogar ou conhecer o Foz do Iguaçu Rugby, os treinamentos ocorrem sempre aos sábados, às 17h, no campo de treino do Estádio do ABC. Apesar de não ter um treino exclusivo para as meninas, sempre é dado um jeito para elas também participarem das atividades. Para saber mais, basta entrar em contato pela do time do Facebook: https://www.facebook.com/FozRugby. “Não tem nada de seletiva. Basta colocar uma roupa e ir”, incentiva.