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Governador Ratinho Junior sinaliza apoio à criação do Centro de Inteligência Artificial na região oeste do Paraná

Governador Ratinho Junior sinaliza apoio à criação do Centro de Inteligência Artificial na região oeste do Paraná

06/02/2020

 

Na tarde desta quinta-feira (06), em passagem pelo Show Rural Digital, o Governador do Estado, Ratinho Junior, endossou o movimento das instituições paranaenses que pleiteam junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) a criação do Centro de Inteligência Artificial, com sede em Foz do Iguaçu. 

 

A adesão do governo estadual soma forças a proposta apresentada pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Itaipu Binacional ao Ministro do MCTIC, o astronauta Marcos Pontes, na última segunda-feira, e que obteve uma sinalização positiva por parte do ministro. 

 

 

O objetivo é que o laboratório seja instalado no Parque Tecnológico e atue com foco na temática da agroenergia e atue de forma integrada com os demais atores do território, tendo antenas funcionamento em outras cidades polos do Oeste do PR. A iniciativa conta ainda com apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDETEC), do Biopark, do Iguassu Valley e do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), através do Sistema Regional de Inovação (SRI).

 

O oeste paranaense tem como principal fator de desenvolvimento econômico, o setor agroindustrial. Na região, estão localizadas 6 das 20 maiores cooperativas do agronegócio nacional e que tem faturamento da ordem dos R$ 30 bilhões de reais anuais. A segurança energética da cadeia produtiva da proteína animal é um dos maiores desafios encontrados pelos produtores e empresas. 

 

Ocupando atualmente a liderança nacional no ranking dos Estados produtores e exportadores de carne de frango. A avicultura paranaense é responsável por 34,32% do total produzido no País e por 37,20% do volume embarcado para o mercado internacional. A carne de frango representa 70% das exportações do Oeste.

 

A criação de frangos é uma das atividades mais dependentes de energia. A interrupção no fornecimento de eletricidade, ainda que por poucos minutos, pode ocasionar prejuízos significativos aos produtores. O mesmo cenário se aplica para a suinocultura, piscicultura e pecuária. Por isso, a necessidade de busca por soluções para este desafio. 

 

Neste sentido, utilizar a tecnologia da inteligência artificial traria, entre outros benefícios, a possibilidade de desenvolvimento do agronegócio 4.0, ampliação de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, atração de empresas inovadoras com soluções voltadas para o tema e, principalmente movimentar as parcerias regionais em prol da criação de projetos e ações que promovam a modernização e a atualização tecnológica da cadeia agroprodutiva gerando ativos econômicos e competitividade para o agronegócio local, se tornando um modelo de polo de inovação para o Brasil.