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Grupo de Astronáutica lança protótipo de foguete na I Semana Acadêmica de Engenharia Física

Grupo de Astronáutica lança protótipo de foguete na I Semana Acadêmica de Engenharia Física

12/05/2017

Estudantes que fazem parte do projeto Física Aplicada à Astronáutica, grupo de pesquisa da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), por meio do Polo Astronômico, deram um minicurso sobre foguetes, inclusive com o lançamento de um protótipo construído pelo grupo, durante a I Semana de Engenharia Física (SAEF) da Unila. Eles abordaram desde o surgimento e aplicações dos foguetes, até a importância desses objetos dentro do contexto nacional atual. 

 

A SAEF foi realizada nos dias 9, 10 e 11 de maio pelo colegiado do curso de Engenharia Física da Unila. A programação incluiu palestras, minicursos e visitas guiadas relacionadas às possíveis áreas de atuação de engenheiros físicos. No minicurso organizado pelo projeto Física Aplicada à Astronáutica foi exposto o desenvolvimento de foguetes com propulsão à água pressurizada feito pelo grupo. Também foi apresentada a origem desse projeto até o seu processo de institucionalização em conjunto com o PTI, e as estruturas do Polo Astronômico, onde foi feita a divulgação do curso, pesquisa e ensino. 

 
“Essa atividade é importante primeiramente para a divulgação, pois muita gente não sabe da existência de um grupo de astronáutica, que trabalha com toda a ciência que envolve a construção de máquinas projetadas para operarem fora da atmosfera terrestre. Ao divulgar esse conhecimento, podemos trazer mais pessoas para futuramente atuar nessa área”, comenta Romildo da Cruz Marques, bolsista de iniciação científica do PTI e aluno de Engenharia Física da Unila.

 

Para o professor de Engenharia Física da Unila, Abraão Jesse Capistrano de Souza, os trabalhos desenvolvidos pelo grupo de astronáutica são fundamentais. “Nosso país, assim como toda a América Latina, tem uma dependência tecnológica muito grande. Esse tema não só é de interesse de defesa nacional, trabalhar a tecnologia de foguetes, mas também é do interesse de independência tecnológica, pois gera uma série de movimentações nos sentidos sociais e técnicos”.

 

“Está sendo bem construtivo para a nossa grade acadêmica, porque a Engenharia Física abrange várias áreas. Em uma delas podemos nos especializar em aerodinâmica, em relação aos foguetes, como está sendo apresentado no minicurso. Essas atividades incentivam o conhecimento dentro da nossa carreira, pois foge um pouco do âmbito da sala de aula para um âmbito mais dinâmico como a construção de foguetes”, comentou Ana Carolina da Silva Mota, aluna do curso. 

 

O evento também atraiu a atenção de alunos de outros cursos, como foi o caso de Gabriele Bueno de Oliveira, de Engenharia Química, que assistiu ao lançamento do foguete. “É importante a realização de atividades práticas para que eles possam comparar o que aprenderam”.