Idosas expõem braço mecânico de baixo custo na FIciencias versão Kids

Idosas expõem braço mecânico de baixo custo na FIciencias versão Kids

07/11/2019

Expositoras de “um pouco mais” de idade chamaram a atenção entre as crianças que participaram, na quarta-feira (06) da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias) na versão kids. As idosas do Grupo Bem Estar, do Conselho Comunitário da Vila C, estavam tão ou mais animadas que os pequenos apresentando o braço mecânico de baixo custo desenvolvido para a separação de material reciclado.

 

Regina Beato, 68 anos, Maria Arlete, 58, e Marinalva Maria da Silva, 64, são alunas da oficina de robótica realizada por meio do convênio “Educação ambiental, ciências e sustentabilidade, uma parceria entre a Itaipu Binacional e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI)”. Durante as aulas, elas estão construindo o braço mecânico com materiais reutilizáveis e de baixo custo.

 

Marinalva, que até então só tinha participado de uma feira de ciências como visitante, estava entusiasmada. “Jamais imaginava que eu ia estar em uma feira expondo uma mão mecânica, porque eu tô com 64 anos, né?”. Ela conta que durante a vida sempre trabalhou ou na roça ou como dona de casa e que a participação na oficina tem aumentado a “vontade de viver pra ver coisas diferentes”.

 

Já Maria Arlete parou de estudar há mais de 30 anos e, “infelizmente, como diz ela, não imaginava que estaria aos 58 anos como expositora em uma feira de ciências”. “É uma conquista, né? Muitas vezes, depois de uma certa idade, você fala ‘não consigo’, mas a gente consegue, basta querer, ter vontade, que a gente consegue”.

 

A construção do braço mecânico pelo grupo de idosos foi um desafio, de acordo com Regina. “Foi com um pouco de dificuldade, porque tem muitas senhorinhas que não tem mais agilidade nas mãos, mas nenhuma delas desistiu. Pegaram a tesourinha, foram cortando com toda dificuldade, e estamos chegando ao finalmente”, relata, orgulhosa do trabalho apresentado durante a FIciencias Kids.

 

Mostra de Trabalhos

 

Ainda na modalidade FIciencias Kids, aconteceu a “IV Mostra de trabalho de professores: Educação para a sustentabilidade por meio de atividades investigativas e multidisciplinares”, na qual foram exibidos projetos aplicados nas escolas de sete municípios da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), que participaram de uma formação de professores, promovida por meio de convênio entre o PTI e a Itaipu Binacional que visa desenvolver as possibilidades investigativas e as abordagens metodológicas ativas com foco na temática da sustentabilidade.

 

A gerente da Divisão de Educação Ambiental (MAPE.CD) de Itaipu, Leila Alberton, destacou a importância da temática proposta como norteadora para o desenvolvimento dos projetos com os professores. De acordo com Leila, “o foco em iniciativas sustentáveis em diferentes eixos vai ao encontro dos interesses da Usina em promover o desenvolvimento sustentável da região”.

 

 

Amigos do Refúgio e do Ecomuseu

 

Outra ação que faz parte do convênio entre Itaipu e PTI e também esteve na FIciencias Kids na quarta-feira é o grupo Amigos do Refúgio, formado por alunos da rede estadual de educação das escolas do entorno do espaço. Durante o ano, eles participam de encontros onde são trabalhadas temáticas como história natural da região, criação e funcionamento da Itaipu, preservação de ecossistemas, entre outras.

 

Luciana Helena Bilhan, mãe de Vitor, um dos alunos que integra o grupo, disse que a professora da escola do filho comentou que o desempenho dele melhorou após o início do projeto. “É uma oportunidade muito boa, um aprendizado a mais, tira aquele negócio de ficar só no computador e tem algo mais interativo com outras crianças”, afirma. A aula tem início às 14h, mas Luciana revela que ao meio-dia Vitor já está pronto e ansioso para ir. “É impressionante o entusiasmo dele”.

 

As amigas do Refúgio, Amanda de França, 10 anos, e Isabelli Mira, 9, contam que tem aprendido muita coisa e se divertido também no curso. “Vamos sentir falta quando acabar, porque a gente aprende bastante coisa”, comenta Isabelli.