João Firmino Neto, o auditor que possui um hobby exótico

João Firmino Neto, o auditor que possui um hobby exótico

Há 19 anos, o gerente da Auditoria do Parque Tecnológico Itaipu, João Firmino Neto, fez a sua primeira viagem de avião, indo de São Paulo a Marília, em um ATR-42 da empresa Pantanal Linhas Aéreas. Para garantir a lembrança do primeiro voo, solicitou a uma das comissárias de voo um dos cartões de segurança do avião. Assim começou uma coleção que hoje reúne mais de 200 cartões de várias empresas aéreas.

 

Para quem acha o hobby do João esquisito, saiba que ele descobriu que não era o único: já se conectou com colecionadores de diferentes partes do mundo para realizar trocas de cartões e conhecimento.  Conheceu pessoas que ultrapassam a marca de 5 mil cartões em suas coleções e também quem reúna itens ainda mais estranhos, como saquinhos de vômito dos aviões. “Claro, sem estar usado. Mas este item eu nunca quis colecionar”, comenta.

 

Mas, afinal, é permitido levar os “safety cards” (cartões de segurança) para casa? Sem a autorização da tripulação, não. Na página inicial do seu site utilizado para divulgar a sua coleção a outros colecionadores, João deixa destacado o aviso: “Por favor, não remova esse cartão da aeronave”. O auditor conta que sempre que viaja de avião, explica à tripulação sobre sua coleção e solicita um cartão. Algumas vezes chega a conseguir até mais de um, principalmente quando estes já estão para serem substituídos por uma versão mais nova. “No início da minha coleção, recebi da TAM um cartão de segurança de presente, da aeronave Fokker 100, que sempre foi a minha favorita”.

 

Os cartões despertaram a paixão pela aviação de forma geral e, por muito tempo, o auditor perseguiu esse hobby. “Em 2004, cheguei a adquirir o Manual de Operação do Boeing 737, junto com as cartas aéreas do Brasil. Então, eu pegava o simulador de voo e ficava treinando”, revela.

 

A coleção levou ainda a outros conhecimentos, como o inglês e até na área de programação. Para se comunicar com os colecionadores de outros países, João teve que aperfeiçoar o idioma. Já para fazer o site que divulgaria seus cartões, ele aprendeu uma linguagem de programação e a estruturar um banco de dados. “Cheguei até a ganhar dinheiro, porque como eu aprendi a mexer com SQL fazia alguns bicos para desenvolvimento de banco de dados”.

 

A carreira, os filhos e a outros fatores fizeram com que ele diminuísse o ritmo, mas ele nunca deixou de lado o hobby. Os cartões de João estão bem guardados em duas pastas lotadas, segundo ele. Mas o auditor teve que defendê-los, recentemente, quando fez uma mudança de casa. “A minha esposa queria se desfazer deles, então eu os escondi dela”.

 

De toda sua coleção, o próprio João coletou cerca de 20% dos cartões. Os outros foram doados por amigos que conhecem o seu hobby. Até aqui no PTI já teve quem trouxe o mimo para ele – o colega Marcelo Alves, da Assessoria de Relações Institucionais.

 

O hobby de João foi divulgado no último mês no e-mail sobre os colaboradores que fizeram mudança de área em fevereiro. Questionado sobre o que as pessoas costumam achar de sua coleção, ele afirma “todo mundo acha estranho, né. É a forma de levar contigo a lembrança daquele momento, um souvenir”.

 

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