Juca: trajetória de sucesso e exemplo para os mais jovens

Juca: trajetória de sucesso e exemplo para os mais jovens

Se falarmos em Luis Carlos Conceição poucos irão reconhecer, mas quando nos referimos ao “Juca” a sua popularidade fica evidente nos corredores do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), onde atua na área Financeira. Apesar do pouco tempo de empresa (em março completa dois anos), a simpatia e o jeitão “boa praça” do funcionário aposentado de Itaipu já conquistaram muita gente por aqui.
   
O apelido que lhe acompanha desde a infância – e nada tem a ver com o próprio nome – ele recebeu de uma prima. A explicação é que o cabelo do personagem impresso nas balas “Juquinha” (na época bastante popular nos trens do RJ), seria parecido com o seu. “E assim virei Juca para sempre”, conta.
   
Quem vê o sorriso fácil desse atleta e flamenguista roxo, não imagina os desafios que ele enfrentou para chegar até aqui. A trajetória é tão inspiradora que já foi repassada para centenas de “bons meninos” do Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) - que é promovido pela Itaipu com foco na qualificação de adolescentes e jovens da região – em palestras motivacionais ministradas por ele mesmo. “Sempre incentivei eles a superarem os seus desafios e que cada degrau subido é uma conquista”.
    
Tudo começou com uma infância complicada na “cidade maravilhosa”. Filho de empregada doméstica e neto de vó lavadeira, Juca morava em uma casa simples localizada próxima de um rio que costumava transbordar em dias mais chuvosos. “Era comum eu e minha irmã sermos resgatados pelo Corpo de Bombeiros”, lembra. Para completar, viveu em um bairro violento e ainda passou alguns anos morando em um orfanato. “Eu tinha tudo para dar errado”, resume.
    
Sabendo que não era isso o que queria para seu futuro, começou a trabalhar logo aos 14 anos em uma oficina mecânica. Como era um emprego informal, fazia parte de sua rotina se esconder dos fiscais. Depois foi office-boy em um banco e, em 1978, começou sua relação com a Itaipu, na época realizando serviços de escritório para a binacional por meio da Companhia Auxiliar de Empresas Elétrica Brasileiras (CAAEB). 
    
Paralelo a isso, mesmo sem ter muitas condições financeiras, foi buscar a formação profissional e concluiu uma faculdade em Administração de Empresas. “Paguei as mensalidades vendendo vale-transporte. Eu sentava na biblioteca e ia ler livro. Não comprava, porque não tinha como”, conta. Depois disso, ainda concluiu vários cursos. Entre eles, uma pós-graduação em Gestão e Estratégica de Negócios. 
   
Em 1987, deixou a CAAEB para ser contratado pela então já constituída Itaipu. Em 1991, foi transferido para o escritório de Curitiba, onde estranhou o clima no começo. “Eu gosto do calor e saí de um calor muito grande para vir para o frio. Quando cheguei, em julho, estava um grau negativo lá”, recorda. Mais tarde, em 1999, veio uma nova e definitiva transferência. Dessa vez para o escritório da “quente” Foz do Iguaçu. Durante esses 30 anos, sempre atuou em áreas administrativas da binacional.
    
Em 2012, veio a (nem tão) sonhada aposentadoria na Itaipu, que lhe rendeu duas festas de despedida: uma em Foz e outra em Curitiba. Se engana quem pensa que a história parou por aí. Mal se aposentou e foi eleito representante dos funcionários não-ativos de Itaipu para o Comitê de Investimentos da Fundação Itaipu Brasil de Previdência e Assistência Social (FIBRA). Em março de 2017, veio a oportunidade de voltar à ativa no PTI. “O primeiro dia foi um terror. Estava preocupado em dar conta do recado, afinal de contas estava há cinco anos parado. Mas o apoio da equipe foi fundamental. Fui muito bem recebido”, destaca.
   

    
Essa linda trajetória está prestes a ganhar um capítulo importante na próxima segunda-feira (04), data prevista para o nascimento de Rafael, o seu primeiro neto. “A expectativa está grande. Vou comprar uma camisa do Flamengo (time de coração) pra ele”, brinca. Por falar em futebol, aos 61 anos Juca ainda costuma correr, bater uma bolinha e três vezes por semana frequenta a academia. Um exemplo e tanto, não é mesmo?
    
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