Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes começa a operar no PTI

Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes começa a operar no PTI

13/12/2018

Em um mesmo local, profissionais poderão acompanhar uma série de sistemas capazes de tornar as cidades inteligentes, em setores como a iluminação pública, o compartilhamento de carros e bicicletas e na adaptação de espaços às condições ambientais e climáticas. Todas essas tecnologias estão reunidas no Centro de Controle e Operações (CCO) do Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes, instalado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que entrou em funcionamento na quarta-feira (12). 

 

O Laboratório foi criado em uma parceria entre o PTI e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A área vai funcionar como uma vitrine de tecnologias e soluções para tornar as cidades inteligentes, voltada a prefeitos de todo o país. Nessa quarta-feira, colaboradores do PTI e representantes da ABDI fizeram uma demonstração das usabilidades já disponíveis no espaço, também chamado de living lab.

 

Segundo dados apresentados pela ABDI, 43% das empresas brasileiras desconhecem tecnologias da indústria 4.0, que usa conceitos como Internet das Coisas (IoT) e computação para a automação. Dentre os que conhecem, apenas 1,6% adota essas tecnologias. Um dos objetivos do novo Laboratório é difundir e fomentar a indústria 4.0 para mudar essa realidade.

 

“Dessa forma, os prefeitos vão parar de comprar tecnologia fora e promover a nossa própria tecnologia”, destaca o assessor especial da ABDI, Tiago Faierstein, que representou o presidente da Agência, Luiz Augusto de Souza Ferreira, na demonstração.

 

O diretor superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado, ressalta que as cidades inteligentes precisam de cidadãos inteligentes para usufruir das tecnologias. Por isso, conforme ele, o Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes poderá ser aliados às inúmeras iniciativas de formação desenvolvidas no Parque. 


O diretor superintendente do PTI, Jorge Callado, afirma que Laboratório poderá ser integrado às iniciativas de formação do Parque. 
 

Jorge Callado reforça ainda que, além o objetivo é transformar as cidades em inteligentes e sustentáveis. “Para que tenham uma baixa perda de energia e um bom aproveitamento energético em todos os sentidos, e sejam ecossistemas urbanos mais resilientes”. 

 

O novo Laboratório vai integrar uma série de soluções já desenvolvidas no PTI, como o sistema de compartilhamento de veículos elétricos e bicicletas, o monitoramento por drones, iluminação inteligente e sensores inteligentes ligados à IoT. 

 

A ABDI demonstrou ainda interesse em aumentar a parceria com o Parque, ao perceber outras iniciativas desenvolvidas que têm aderência aos projetos da Agência, como a tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem da Informação de Construção) e planta de geração de biogás, combustível produzido a partir de materiais orgânicos. 

 

O objetivo do PTI e da ABDI é, a partir do próximo ano, organizar grupos de prefeitos para conhecer tecnologias e conferir a confiabilidade dos sistemas desenvolvidos para tornar as cidades inteligentes. Por isso, as instituições já estão em contato com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP).