Marli, a copeira do PTI premiada com viagem a Portugal

Marli, a copeira do PTI premiada com viagem a Portugal

A Marli é daquelas mães e avós super presentes. Saía sempre com as filhas e neta para comer pizza, ali na região da Vila C. Eram noites agradáveis em família. Mas, uma vez, algo diferente aconteceu. Um rapaz, Julio, quase 20 anos mais novo, apareceu e, para a surpresa de todos, se apaixonou pela matriarca do grupo. 

 

“Recusei no começo. A diferença era muito grande. Eu já tinha três filhas”, contou. Mas, quando é pra ser, esses detalhes de idade ficam em segundo plano. Imaginem vocês que, quando ela voltava da escola, ele estava lá, pronto com declarações apaixonadas. 

 

Até que veio o momento de decisão. Começar ou não um relacionamento? Ouvir o que diziam as pessoas ou o o coração? Talvez vocês já tenham feito escolha parecida… Durante a nossa conversa, Marli contou, com sorriso tímido, porém animado, que optou pelo amor. “Se ele não se importava com as idades, por que eu deveria?”. E lá se foram 12 anos felizes de casados.

 

Essa não foi a única escolha difícil que Marli precisou fazer nos últimos anos.

 

Quando começou a trabalhar no PTI, há sete anos, precisou decidir entre continuar sendo diarista (bom salário, mas sem estabilidade) ou trabalhar em serviços gerais nesse tal “Parque Tecnológico” (salário menor, mas carteira registrada). “Preciso garantir meu futuro”, lembrou. E, assim, virou uma das habitantes do Parque.

 

Começou em empresa terceirizada, fazendo uma jornada de 4h, com um salário bem menor do que tinha antes. Mas a Marli tem um jeitinho todo especial de ver as coisas. “Faça tudo com alegria e outras portas se abrirão”, aconselha. E, dito e feito. “Quando abriu o Edifício das Águas, veio a primeira oportunidade de crescimento. Passei a trabalhar por 8h e ganhar o dobro.”

 

A porteira não fechou por aí. Um tempo depois, veio a possibilidade de virar colaboradora direta do PTI, trocando os serviços gerais pela copa. “Eu adoro trabalhar aqui. Vejo o sorriso das pessoas, ouço elogios. O que me motiva são esses momentos, de vê-las felizes e dizendo que o café está gostoso. Me traz muita alegria”.

 

E, pra deixar as coisas ainda melhores, no ano passado, Marli participou do Banco de Ideias – Inovadores Sustentáveis e ganhou! O grupo “Green 4U” foi o vencedor e os integrantes irão conhecer um Parque Tecnológico de Portugal.

 

Quando chegamos nesse tema, senti estar falando com uma criança na manhã de Natal. Os olhos brilharam! Marli nunca saiu do Paraná. Brincou com a nossa região fronteriça, dizendo que a única viagem internaiconal que já fez foi ao Paraguai. E, agora, vai cruzar o Oceano Atlântico, indo mais longe do que já imaginou - e isso não se aplica só pela distância física entre Brasil e o país lusitano. 

 

Numa restrospectiva rápida, ouvindo novamente o caminho trilhado pela Marli, a história emociona (como ela já havia avisado antes mesmo de sentarmos para conversar). O PTI vai bancar todos os custos da viagem, o que deixa tudo um pouco mais surreal. “Tudo é novo pra mim. Acho que vou ter medo de voar de avião”.

 

Mas mesmo partindo pra esse papo de medo, a conversa não poderia ter acabado melhor: Marli sorriu – o mesmo sorriso tímido e animado do início da entrevista – e confessou: “Vou topar tudo”.

 

MARLI JOSÉ DOS SANTOS - 7 ANOS DE PTI - COPA (BLOCO 10)