Osvaldir, o “mini-prefeito” do PTI

Osvaldir, o “mini-prefeito” do PTI

Foi após o PTI inaugurar a sua minicidade – batizada como Ecovila após um concurso cultural – que os colegas começaram a chamar, com mais frequência, o motorista Osvaldir de “mini-prefeito”. Os motivos? A sua estatura, de pouco mais de um metro e meio de altura, e a popularidade, conquistada ao longo de 13 anos de trabalho.
   

Para oficializar o novo apelido ele até recebeu uma plaquinha dos colegas para colocar sobre a sua mesa. “Pensaram que eu ia ficar bravo, mas levei na brincadeira a homenagem e até postei no Facebook”, brinca. E é com esse bom humor e muita simpatia que Osvaldir leva a rotina diária e continua “angariando votos” por onde passa.
   

Memória viva de grande parte da história do PTI, acompanhou de perto a intensa transformação do Parque. Antes mesmo de existir como é hoje. “Funcionava próximo da área da Reciclagem de Itaipu. O Bloco 10 ainda estava sendo construído”, lembra. Nesse tempo, uma lanchonete improvisada no Quiosque Central também servia como restaurante e as primeiras turmas da Unioeste começavam a ser transferidas do Campus para cá. “Eles estavam fascinados com tudo por aqui. Tudo era novo”.
   

Se as salas de aula eram sinônimo de luxo, a situação dos ônibus nem tanto. Os veículos doados pela Receita Federal – conhecidos como “dinos” - exigiam bastante de seus motoristas. “Era preciso ser um pouco mecânico nessa época. Para ter ar condicionado, o pessoal tinha que abrir a janela”, brinca. Apenas ele e outros três colegas (hoje são mais de 40 motoristas) eram responsáveis por todas as viagens, percorrendo diariamente cerca de 450 quilômetros no trecho entre a Barreira de Controle e o PTI. E assim foi até 2008, quando os novos ônibus começaram a circular.
    

Na boleia, Osvaldir sempre manteve amizade com os estudantes que frequentavam o PTI, e foi esse convívio que serviu como empurrão para que retornasse à sala de aula para continuar os estudos. “Quando entrei no PTI, tinha apenas o primeiro grau completo. Sentia que falava alguma coisa errada com os passageiros e pensei: vou estudar”. E ele conta que, se não fosse a vontade de passar mais tempo com os netinhos (hoje são quatro), até uma faculdade poderia ter “emendado”. Nesses treze anos, colecionou muitos amigos e lembranças que carrega até hoje, como um
pequeno tijolo que os colaboradores receberam em 2007 e o prêmio de motorista mais elogiado em 2012 (o troféu teve apenas algumas edições)!
   
 

Ligação com Itaipu e PTI

   
Natural de Dois Vizinhos (PR), Osvaldir tem uma história de longa data com a Itaipu. O seu primeiro contato foi em 1983, quando assumiu o cargo de apontador em uma das empresas terceirizadas. Era uma espécie de “cartão-ponto” humano. “Como a usina é muito grande, eu passava nos locais de trabalho apontando os horários dos empregados. Era como se fosse um fiscal”. Entre 1983 e 2006, quando veio para o PTI, apenas durante um curto intervalo de dois anos esteve trabalhando longe da área da binacional.
   
Osvaldir fala do PTI com brilho nos olhos, como se todos os dias fossem o primeiro por aqui. O amor à profissão é tão grande que ele já está aposentado há cinco anos, mas não imagina deixar o posto. “Esses dias estava de folga em casa e acabei caindo de três metros de altura. Prefiro estar trabalhando do que correndo esses riscos”, brinca. “Enquanto tiver força para trabalhar, estarei aqui. O PTI foi uma coisa maravilhosa que aconteceu na minha vida. Quando entrei no PTI, o meu registro no RH era o 00018. Ver o tanto de funcionários hoje dá muita satisfação”.
   
Nos momentos de lazer e nas férias, ele gosta de aproveitar o tempo livre dirigindo, é claro! “Só para Alto Floresta (MT) já foram quatro viagens, que deram cerca de 7 mil quilômetros rodados em cada uma delas. Quer me ver feliz, me coloca atrás de um volante”.
   
Hoje atuando na Central de Serviços, continuar a sua “gestão” como “mini-prefeito” sempre atento aos anseios da população do Parque. “Se vejo uma porta quebrada ou alguma outra coisa, eu aviso. No que puder ajudar eu ajudo.” Desse jeito, Osvaldir segue acelerando – dentro dos limites – e ajudando o PTI a ir cada vez mais longe!