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Parque Tecnológico trabalha para tornar Foz do Iguaçu a “cidade do futuro”

Parque Tecnológico trabalha para tornar Foz do Iguaçu a “cidade do futuro”

28/12/2020

Em 2020, assim como tantas outras instituições, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR) precisou se adaptar para dar continuidade às suas ações e oferecer suporte a Foz do Iguaçu e região no enfrentamento à pandemia. Mas, muito além de agir pontualmente, o PTI estruturou iniciativas que vão transformar o futuro da cidade pelos próximos anos.

 

É o caso dos programas Acelera Foz e Vila A Inteligente, duas ações voltadas para a geração de emprego e renda na cidade, e, consequentemente, maior qualidade de vida para os cidadãos. Planejadas em um contexto de retomada econômica, ambas ultrapassam esse objetivo e trazem a perspectiva de uma Foz do Iguaçu com economia diversificada, como um polo de inovação e empreendedorismo sendo referência para o Brasil.

 

"2020 foi um ano de tomar decisões rápidas e certeiras. Enxergamos nas dificuldades a oportunidade de, a partir da experiência do Parque Tecnológico no desenvolvimento de tecnologias e inovações, dar suporte para o enfrentamento à pandemia, mas também planejar e dar início a ações para tornar o 'novo normal' de Foz do Iguaçu e região um ambiente com muito mais desenvolvimento e qualidade de vida para a população", afirma o diretor superintendente do PTI, general Eduardo Garrido.

 

Em maio deste ano, o Parque Tecnológico se uniu a sete instituições representativas da cidade para dar andamento ao Acelera Foz, com a intenção de movimentar a economia da cidade em iniciativas como as obras estruturantes promovidas pela Itaipu Binacional e editais para atração de empresas.

 

Dentro do Programa Acelera Foz, o PTI lançou três editais relacionados ao incentivo e suporte ao empreendedorismo. Um deles - o de Inovação Corporativa -, em parceria com a Fundação Araucária e o Sebrae-PR, propôs a união de demandas da indústria paranaense com soluções de startups e pequenas empresas.

 

Quase 100 projetos de empreendedores foram inscritos, dentre os quais 58 foram selecionados para um processo de qualificação e adequação de suas ideias às reais necessidades de mercado. Após uma banca de avaliação composta por especialistas e investidores, 13 deles foram indicados para entrar na Incubadora Santos Dumont, do PTI, onde receberão o suporte da equipe para viabilizar os negócios.

 

Também pelo Inovação Corporativa, foram selecionadas propostas de startups com soluções para a retomada econômica, das quais quatro foram escolhidas para receber investimentos de até R$ 100 mil para colocá-las em prática.

 


O diretor superintendente do PTI, General Eduardo Garrido, em apresentação do Programa Acelera Foz, lançado em maio. Fotos: Kiko Sierich.

 

O Desafio Inova Oeste foi outra iniciativa de estímulo ao empreendedorismo no Acelera Foz, por meio do qual dez empresas de Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon, Cascavel, Capitão Leônidas Marques e Toledo, receberam até R$ 58 mil para destinar à melhoria de seus negócios, com foco em inovações e desenvolvimento de tecnologias.

 

Já no Programa Integração Universidade Empresa, o PTI aliou o conhecimento das universidades com as demandas das empresas da área. Mais de 150 estudantes de diferentes instituições de ensino estão recebendo bolsas de pesquisa para auxiliar os empresários locais, oportunizando tanto a solução dos desafios das empresas como aos alunos a visão de mercado e negócios.

 

Primeiro bairro público inteligente do Brasil

 

 

Integra também o Acelera Foz o programa que torna Foz do Iguaçu uma referência nacional no tema de Cidades Inteligentes, a partir da criação do primeiro bairro público inteligente do país - a Vila A. 

 

O Programa Vila A Inteligente é oriundo da parceria entre PTI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Itaipu Binacional, Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e Companhia Paranaense de Energia (Copel).

 

O principal objetivo da iniciativa é, por meio de tecnologias, facilitar a rotina e dar mais qualidade de vida à população. A primeira fase, com finalização prevista ainda em 2020, contempla semáforos e pontos de ônibus inteligentes, câmeras com monitoramento de placas, iluminação pública inteligente com câmeras para reconhecimento facial e o Centro de Controle e Operações, onde as soluções serão monitoradas.

 

Para viabilizar a iniciativa, a prefeitura publicou em junho deste ano um decreto que instituiu na Vila A um “sandbox” - ambiente de testes e validações das tecnologias. Essa flexibilização do espaço é um atrativo para empresas de todo o país demonstrarem seus produtos e serviços, aumentando assim o potencial de crescimento e diversificação da economia de Foz.

 


No Centro de Controle e Operação (CCO), instalado na Concha Acústica do Gramadão, serão monitoradas todas as tecnologias do Vila A Inteligente.

A intenção é que a Vila A seja um modelo e que o projeto possa ser replicado em outros bairros de Foz e em outras cidades do país.

 

Enfrentamento direto à pandemia

 

O Parque Tecnológico direcionou uma série de esforços em 2020 para o auxílio ao enfrentamento da pandemia em diversas frentes. Uma delas foi a produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) utilizando impressoras 3D.

 

O Parque disponibilizou equipe e equipamentos, e se uniu a instituições de ensino e empresas que fizeram uma força-tarefa para a confecção de centenas de protetores faciais, que foram entregues a entidades da área de saúde ou de atividades essenciais.

 

A tecnologia também foi usada no enfrentamento à pandemia no desenvolvimento  do aplicativo CovidPR, em conjunto com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu.

 

O aplicativo CovidPR foi desenvolvido com a Unioeste e a Prefeitura Municipal de Foz para fornecer informações aos cidadãos e auxiliar os profissionais de saúde.

 

O sistema é utilizado tanto pela população, que tem acesso a autoanálise diária e informações sobre os casos na cidade, como por agentes de saúde, como uma ferramenta de apoio, possibilitando o acompanhamento remoto dos sintomas das pessoas que usam o aplicativo e recomendações quanto a necessidade de encaminhamento ao hospital ou isolamento domiciliar. O georreferenciamento dos usuários do sistema também permite a identificação das regiões com maior número de casos.

 

Outros aliados tecnológicos no combate ao coronavírus foram os robôs de desinfecção de ambientes, feitos em parceria com a Itaipu e a Unioeste. Um deles utiliza a tecnologia de radiação ultravioleta do tipo C (UVC), capaz de destruir a capa proteica e o material genético de qualquer tipo de vírus, assim como fungos e bactérias.

 

O PTI entregou robôs aos hospitais Ministro Costa Cavalcanti, Municipal Padre Germano Lauck, de Foz, e Universitário do Oeste do Paraná, de Cascavel. O equipamento também vem sendo utilizado para a desinfecção dos ambientes e ônibus do Complexo Turístico Itaipu (CTI), a fim de garantir a segurança dos turistas em seus passeios. A Superintendência de Serviços Gerais da Itaipu também recebeu um deles para uso, principalmente, no ambulatório médico da usina. Outro modelo de robô, mais tradicional, também foi desenvolvido, para a pulverização de ambientes com produtos de limpeza.

 


Robôs para desinfecção com tecnologia de radiação UVC foram entregues a dois hospitais de Foz e um de Cascavel.

Inovação para continuidade das ações

Assim como muitas outras instituições, o Parque Tecnológico teve que se adequar para manter suas atividades. Precisou inovar no modelo de eventos tradicionais que, pela primeira vez, foram realizados de forma 100% online, como é o caso da Feira da Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias), que teve a exposição virtual de projetos científicos de estudantes; e o Congresso Latino-Americano de Tecnologias Abertas (Latinoware), que reuniu o maior público em seus 16 anos de história.

 

O Parque também aderiu às lives, transmissões ao vivo nas redes sociais, tanto na divulgação de ações para o público externo, como na comunicação interna da instituição.

Ciência a distância

 

As atividades pedagógicas voltadas à iniciação científica do PTI ambém foram adaptadas, em virtude da paralisação dos atendimentos presenciais.

 

Uma das ações realizadas, pelo Centro de Competência em Ciência e Educação do Parque, foi uma série de vídeos abordando temas variados de forma lúdica e com atividades experimentais, como material complementar a alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental I.

 

Outra iniciativa, em parceria com a Itaipu,foi o Desafio Sustenta-Habilidades, uma competição online voltada a crianças e adolescentes da região Oeste do Paraná com desafios com temas como sustentabilidade, meio ambiente e energia.

 

O projeto Expedição do Conhecimento, caminhão itinerante com atividades interativas de educação ambiental, lançado no começo do ano pelo PTI e Itaipu, foi outro que passou por uma adaptação para sua continuidade. O caminhão de mais de 15 metros de extensão foi disponibilizado como atrativo no Ecomuseu, com mais de 20 atividades. A próxima exibição da Expedição está prevista para fevereiro de 2021.

Retomada responsável do turismo

 

Responsabilidade, cautela e proteção foram seguidos pelo Parque Tecnológico também na gestão e operação dos atrativos do Complexo Turístico Itaipu (CTI) em 2020.

 

Em julho, a visitação foi retomada pelo CTI, de forma gradual e limitada. Foram seguidos todos os protocolos para resguardar a segurança dos turistas, como barreira sanitária com higienização de mãos e pés, e aferição de temperatura, e uso obrigatório de máscaras. A equipe também passou por uma qualificação para assegurar a excelência no atendimento.

 


Equipe do CTI recebeu capacitação para garantir o cumprimento dos protocolos e a excelência no atendimento.

 

Por enquanto, o CTI opera com os passeios Itaipu Panorâmica, Refúgio Biológico e Ecomuseu. Enquanto ainda existem restrições, o Parque Tecnológico aproveita para preparar uma experiência ainda mais inesquecível aos visitantes, com a reforma em um dos principais pontos do turismo da usina, o Mirante do Vertedouro.  Estão previstas também obras no Mirante Central, adequações no Centro de Recepção de Visitantes e a inserção de tecnologias nos atrativos.

 

PTI e Sarabia, parceria pelo Agronegócio

Um importante parceiro, o Grupo Sarabia, do Paraguai,  juntou-se ao Parque Tecnológico em 2020  para unir forças em uma das temáticas de atuação do PTI: o Agronegócio.

 

A expertise em tecnologia e inovação do Parque, aliada ao conhecimento grupo de mais de 27 anos no mercado, será aplicada em soluções em benefício do setor de ambos os países, com investimento previsto em R$ 1 milhão. A parceria foi firmada em outubro e já está em andamento uma agenda entre as instituições para ações conjuntas.

 

Reforço das incubadas

 

Mesmo em um cenário desafiador de pandemia, as empresas incubadas e condôminas do Parque Tecnológico conseguiram obter um crescimento, no acumulado de janeiro a julho de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, superior a 11%. O faturamento total dessas empresas foi de quase R$ 3 milhões. Além da geração de emprego e renda para a cidade, as incubadas também contribuíram com o suporte a outras empresas da região.

 

A Evah.io disponibilizou, sem custo algum, 25 plataformas de comércio online para pequenas e médias empresas de Foz e região. O objetivo era que os empreendedores pudessem implementar ou impulsionar as vendas online diante da crise provocada pelas medidas de enfrentamento ao coronavírus.

 

Além das plataformas, as empresas também receberam orientações da Evah.io em relação a estratégia e operação no meio virtual.Outra empresa incubada que se envolveu em ações em prol de soluções para os desafios impostos pela pandemia foi a Stac, que participou do desenvolvimento do aplicativo CovidPR e dos robôs de desinfecção.

 

Rumo à sustentabilidade por meio da inovação

 

Em 2020, o Parque Tecnológico Itaipu implementou o Planejamento Estratégico desenhado pelos colaboradores e pela diretoria que assumiu a partir de maio de 2019. Uma gestão que, seguindo a orientação do diretor-geral brasileiro de Itaipu Binaciona, general Joaquim Silva e Luna, atua orientada para resultados, para entregas e motivada para a busca pela sustentabilidade.

 

Segundo o general Eduardo Garrido,  “estamos preparados para alçar novos voos e aplicarmos cada vez mais nossas expertises em proveito de nossos parceiros, gerando riqueza e bem-estar para nossa sociedade. 2021 será um ano de grandes desafios e de escolhas que ditarão o rumo da Fundação PTI para o futuro. Vamos caminhar para a busca da sustentabilidade e de nosso posicionamento como uma instituição de ciência e tecnologia que vai liderar iniciativas que trarão mais resultados para nosso ecossistema de inovação e empreendedorismo.”