Pequenos futuros cientistas expõem seus trabalhos na Ficiencias Kids

Pequenos futuros cientistas expõem seus trabalhos na Ficiencias Kids

06/11/2019

Na Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias), a quarta-feira, 06, foi dia de criança dar aula para gente grande, na versão kids do evento. Alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) de Foz do Iguaçu e Catanduvas apresentaram projetos científicos nos mais variados temas, como a origem das bananas, os tipos de rocha que formam as Cataratas do Iguaçu e astronomia. 

 

A FIciencias Kids é a oportunidade de professores que participaram de capacitações promovidas pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Itaipu Binacional apresentem os resultados de seus trabalhos levados para a sala de aula. Participam também projetos selecionados de escolas públicas e particulares de Foz. A exposição foi dividida em dois grupos, nos períodos matutino e vespertino.

 

Os alunos do professor Macarius Cesar Di Lauro Moreira, do 5º ano da Escola Municipal Professora Rosélia de Amorim Silva, levaram à Ficiencias Kids um trabalho sobre os tipos de rochas à formação geológica das Cataratas do Iguaçu. Ele conta que a ideia surgiu a partir de uma pergunta de um aluno, em uma aula sobre bacias hidrográficas, sobre cânions. 

 

A partir daí, Macarius voltou à origem do universo para passar o conteúdo às crianças. O envolvimento maior ele garantiu com a ajuda de um desenho animado chamado Steven Universo. “O trazer para a realidade deles aconteceu por meio do desenho, que também fala das rochas. Aí eles abraçaram o projeto de uma forma fantástica”, diz. 

 

O trabalho de Macarius envolveu gêneros textuais, conteúdos de matemática e até visitas técnicas. Segundo ele, o projeto já deu resultado: a melhoria do desempenho dos alunos na Prova Paraná, avaliação diagnóstica da educação feita pelo Governo do Estado. Para o professor, o empenho dos alunos trouxe motivação. “Tudo foi eles que fizeram. Nós orientamos, direcionamentos, mas tudo partiu deles. Encontrar o serzinho pesquisador neles e por meio disso despertar sonhos, acho que essa foi a grande relevância”. 

 


Professor Macarius e os alunos do 5º ano da Escola Municipal Professora Rosélia de Amorim Silva. Fotos: Diogo Souza.

 

A aluna de Macarius, Eduarda Luisa Eckhardt, relata que o trabalho em grupo foi o mais importante do projeto. “Se não fosse a união da turma, a gente não ia conseguir chegar aqui, não ia tá com essas maquetes lindas, com esse trabalho maravilhoso”, destaca.

 

Como nascem as bananas?

 

De uma simples pergunta em sala de aula nasceu o projeto de pesquisa dos pequenos alunos da Escola Municipal Emílio de Menezes, de Foz do Iguaçu. Com o apoio dos professores, eles foram além da resposta para a pergunta inicial, e também aprenderam sobre as formas de plantio, os benefícios e até a origem da fruta. “A banana não é uma fruta brasileira. Ela tem origem asiática, da Indonésia. O Brasil é um dos maiores produtores”, explica Mylena Leite, de 8 anos. 

 


Alunos da Escola Municipal Emílio de Menezes mostraram de onde são originárias as bananas. 

 

O projeto rompeu as fronteiras da escola e foi apresentado na II FIciencias Kids, espaço dedicado para os menores apresentarem as suas ideias na Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias). A professora Rosemari de Quadros conta que com o projeto em prática, a fruta passou a não ser vista apenas como alimento para a hora do lanche. “Fizemos uma pesquisa aprofundada sobre o tema e eles até plantaram uma bananeira na escola. Tudo isso partiu do interesse e da curiosidade deles”. A oportunidade de apresentar o trabalho empolgou os estudantes. “Percebemos isso no dia a dia, e com as mensagens dos pais informando que o filho já havia decorado a fala”, completa.

 

Incentivo 

 

De acordo com Eliziane Diesel Rodrigues, diretora de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Foz do Iguaçu, iniciativas como a FIciencias Kids são fundamentais para o desenvolvimento intelectual e pessoal das crianças. “Estou encantada com a desenvoltura deles na explicação. É muito bom vê-los na prática fazendo o que aprendem em sala de aula, além da oportunidade de mostrar todo esse conhecimento para outras pessoas. É uma experiência que, com certeza, eles vão levar para o resto da vida”, pontua.