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PTI e Copel desenvolvem sistema de armazenamento de energia com controle inteligente

PTI e Copel desenvolvem sistema de armazenamento de energia com controle inteligente

10/02/2020

O primeiro protótipo de um sistema padrão de armazenamento por bateria - que utiliza painéis fotovoltaicos como fonte de energia renovável - desenvolvido pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em parceria com a Copel e o Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (ITAI), já está em funcionamento. O equipamento será inicialmente implementado em áreas rurais, mas poderá também ser utilizado em áreas urbanas.

 

Um dos diferenciais do sistema é o algoritmo de controle embarcado com diferentes modos de operação, que possui entre suas funções o controle local dos níveis de tensão da rede e a gestão da carga na unidade consumidora. O sistema pode também operar desconectado da rede elétrica de distribuição, quando, por exemplo, ocorrer falta de fornecimento – o que possibilita também a aplicação em áreas isoladas. 

 

A próxima fase do projeto, que faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (PD-2866-0452/2016), é o desenvolvimento de outros sete sistemas similares, seguido da instalação na rede elétrica da Copel em diferentes locais para a validação do protótipo. 

 

O protótipo tem 6kW de potência e 18 kWh de capacidade nominal, o que significa que o sistema seria capaz de fornecer energia elétrica para uma residência com consumo médio de 150 kWh/mês por pelo menos 48 horas – isso, de acordo com o pesquisador do Parque Tecnológico e coordenador do projeto, Daniel Cantane, considerando uma situação em que não houvesse nenhuma fonte de fornecimento de energia. 

 

O protótipo é capaz de minimizar a variação de tensão na rede elétrica e suprir a falta no fornecimento de energia, eventos que podem danificar equipamentos e causar prejuízos financeiros – como no caso de produtores rurais, que muitas vezes perdem parte da produção em virtude de quedas de energia. 

 


Um dos diferenciais do sistema é o algoritmo de controle embarcado. Fotos: Kiko Sierich/PTI.

 

“O software em desenvolvimento identifica se a tensão está saindo do limite estabelecido pela Aneel e corrige automaticamente, carregando e descarregando as baterias”, explica Cantane. “Ou, se ocorreu um problema no fornecimento de energia pela rede, entra automaticamente na configuração backup”, complementa. 

 

As baterias comerciais utilizadas no protótipo são feitas a partir de materiais que podem ser reciclados e possuem, entre suas vantagens, elevado nível de segurança operacional. O PTI e a  Itaipu desenvolvem, por meio de outros projetos, a versão nacional dessas baterias, que poderão futuramente ser adaptadas ao protótipo - a intenção é promover a produção no país por meio do domínio dessa tecnologia. 

 

A Copel faz todo o acompanhamento técnico do projeto junto com o Parque Tecnológico. Após finalizado o projeto, iniciado em 2017 e com duração prevista de quatro anos, os produtos desenvolvidos poderão ser utilizados por empresas do setor elétrico e do agronegócio.