Roseli Grandi Semczuk e a sua vocação para ser assistente social

Roseli Grandi Semczuk e a sua vocação para ser assistente social

A assistente social do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Roseli Grandi Semczuk, é daquelas pessoas que parecem ser ligadas em uma tomada de 220 volts. Mesmo com diversas demandas de atendimentos a todo o quadro funcional do Parque – que envolve mais de 600 colaboradores, além de bolsistas, estagiários, aprendizes e familiares -, ela faz questão de ir pessoalmente falar com algumas pessoas, faz visitas familiares e acompanhamentos em instituições.

 

É com essa energia toda que Roseli mantém o “brilho no olhar” ao falar da profissão – um dos motivos pelo qual foi escolhida para atuar no PTI e que pode ser percebido em apenas 5 ou 10 minutinhos de prosa com ela. No dia 15 de maio é comemorado o Dia do Assistente Social, e o blog Gente do PTI conta um pouco do trabalho da Roseli, que está no Parque desde novembro de 2017. 

 

“Eu nasci para ser assistente social”, afirma. Logo que se formou no Ensino Médio, já tinha interesse pelo Serviço Social. Na mesma época, foi inaugurado o curso em Foz do Iguaçu, pela UniAmérica. Roseli ligou para tirar dúvidas com a coordenadora e, ao saber das amplas possibilidades de atuação, teve a certeza de que era o que queria. Ela foi aluna da primeira turma da universidade e formou-se em 2005. 

 

De lá para cá, ela percorreu uma série de instituições, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), escolas e o Serviço Social da Indústria (Sesi), e foi conselheira municipal. Em 2011, ela atuou pela primeira vez no PTI, em um projeto da Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (ADEOP). Quando soube do processo seletivo para assistente social do Parque, se inscreveu,  e sua forma apaixonada de falar da profissão fez com que se destacasse na seleção. 

 

Mesmo após um ano e meio dentro do PTI, ainda tem quem desconheça o trabalho da Roseli. Ela faz questão de que os colaboradores a procurem para conhecê-la e, para deixar esses primeiros contatos mais confortáveis, preparou todo o ambiente da sua sala: tem chazinho para acalmar; a “caixinha do conforto”, com frases inspiradoras; balinhas e chicletes. Além disso, a sala é reservada e a Roseli garante o sigilo dos atendimentos, conforme previsto no código de ética do assistente social. 

 

Uma das premissas da assistente social do PTI é que “cada caso é um caso”. Nesse sentido, ela se coloca como uma orientadora para uma série de situações, como problemas de saúde dos colaboradores ou de seus familiares. “O serviço social efetiva e garante o direito de todos os usuários. Eu não faço tudo, mas eu sei quem faz ou, se eu não souber, descubro e depois dou uma devolutiva para o colaborador”, explica.

 

Ligada a uma rede de assistentes sociais de várias instituições, Roseli sabe indicar, por exemplo, locais para tratamento de determinadas doenças, se é possível obter medicamentos gratuitamente e também orienta em relação a atestados e declarações para justificar ausências no trabalho. Muitas vezes ela chega, até mesmo, a marcar consultas para os colaboradores. 

 

As gestantes do PTI também recebem o acompanhamento da Roseli, que faz um check-list junto com a área de Gestão de Pessoas para o que deve ser feito após o parto, como os documentos que precisam ser apresentados e orientações sobre o plano de saúde, para que, após esse período, a mamãe possa ficar tranquila em casa com o bebê. Após o nascimento, a assistente social faz uma visita – o que acontece também com os papais do Parque. 

 

Nos momentos difíceis, como o falecimento de familiares dos colaboradores, Roseli presta apoio com orientações sobre o período em que poderá não comparecer ao serviço e, sempre que possível, envia coroa de flores e comparece ao velório ou enterro para esse suporte. Os colaboradores afastados também são acompanhados por ela, que frequentemente entra em contato, marca perícias e verifica os atestados e a situação no INSS. 

 

“O PTI precisa de você aqui, mas precisa de você 100%. Se você não está 100%, o que o PTI pode fazer por você?”. A Roseli busca sempre um olhar diferenciado para cada um que a procura e quer que todos saibam que podem contar com ela. “O que eu puder fazer por ela de diferente, eu vou fazer. Eu me envolvo, querendo ou não, fico pensando o que mais posso fazer pela pessoa”, conta. Toda essa dedicação profissional da assistente social é acompanhada de um alto astral. “Ficar todos os dias lidando com situações difíceis, do próximo, faz você valorizar ainda mais a vida que tem. Sempre digo ‘Roseli, você não tem problema’”, ressalta, com um sorrisão estampado no rosto.